Como a inteligência socioemocional influencia na aprendizagem das crianças?



O conjunto de habilidades que compõem a inteligência socioemocional não é inato. Assim, são definidos nos processos de socialização: na família, na escola, na igreja e em outros ambientes em que as crianças passam a maior parte da infância inseridas.

São essas competências que determinam as formas com que o indivíduo manifesta e desenvolve as outras habilidades, incluindo o saber técnico, a aprendizagem, a interação social, a comunicação, entre outros.

Dessa maneira, a relação entre o domínio de habilidades socioemocionais está diretamente ligada aos processos de aprendizagem nos mais diversos ambientes, sobretudo o acadêmico.


O papel das habilidades socioemocionais no processo de aprendizagem


As emoções desempenham papel principal na criação de comportamentos, temperamentos, personalidades, motivações e interações estabelecidas. Basicamente todas as ações humanas são racionalizadas com base nas emoções atuantes no cenário interno.

Portanto, mesmo quando certos comportamentos parecem não fazer sentido, especialmente em crianças, eles estão apoiados em sentimentos que, dentro daquele universo, são dotados de sentido próprio.

No processo de aprendizagem, as emoções interferem na forma de buscar conhecimento e na receptividade aos ensinamentos escolares, por exemplo. A forma de ver o ambiente, lidar com hierarquias e com colegas de classe é relevadora nesse sentido.


Dessa maneira, as predisposições emocionais da criança definem se as experiências vividas serão negativas ou positivas em cada contexto. Além disso, as situações que podem servir como gatilhos emocionais fornecem caminhos para a identificação de aspectos sensíveis que devem ser trabalhados.

A relação entre aluno e professor, por exemplo, é um cenário propício para a revelação das habilidades socioemocionais de ambos, já que é permeada de emoções.

O tipo de relacionamento estabelecido influencia diretamente na receptividade do aluno para os conhecimentos oferecidos por cada docente porquê as atividades que geram sentimentos positivos são procuradas e mantidas e as que provocam sentimentos negativos são evitadas.


Contudo, quanto maior for o grau de desenvolvimento das habilidades socioemocionais, mais fácil é para o estudante lidar com o desconforto que a aprendizagem provoca em algumas disciplinas, principalmente no aspecto motivacional: a habilidade de se manter engajado no aprendizado de alguma habilidade para a qual ele tenha dificuldades. Em resumo, a lidar com as frustrações naturais desse processo.

Em ambientes que levam em consideração o desenvolvimento integral do ser humano, o cuidado de levar em conta as emoções que são relevadas por meio de necessidades, comportamentos e motivações constitui uma ferramenta pedagógica, pois assim também é possível adaptar a linguagem do ensino de uma forma que faça mais sentido para a criança.

Esse aspecto ganhar maior relevância com as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem e interação social. Em alguns desses casos, um olhar mais atento para as emoções presentes em determinados comportamentos, por exemplo, poderia proporcionar uma integração maior no ambiente escolar.


Além disso, na infância os padrões de aprendizagem, apesar de serem adaptativos, são definidos. Dessa maneira, determinados comportamentos e crenças relacionadas à capacidade de adquirir conhecimentos e até mesmo ao nível de inteligência são levados para a adolescência e para a vida adulta, adentrando também o mundo do trabalho e interferindo, assim, no sucesso profissional.

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